quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Hello, We are the Stone Temple Pilots

11 de Dezembro. Mais precisamente 23:40, Scott Weilland subiu ao palco do Circo Voador, no RJ.

Hello, we are the Stone temple pilots, diz o maior frontman dos últimos tempos do Rock n'roll. Já assisti ele, quando ainda era o vocalista da Banda Velvet Revolver. Sei do que tô falando. Acreditem. A expulsão do Velvet, há dois anos, lhe fez bem. Enquanto o supergrupo com integrantes do Guns n" roses empacou, ele lançou ainda um álbum solo e trouxe de volta o STP. Toda a banda, aliás, está com um gás renovado, o que garantiu mais uma daquelas noites épicas de rock em que o Circo Voador foi o principal coadjuvante.

Platéia abaixo e Crackerman, seguida de Wicked Garden e Vasoline. É, eles não estavam de brincadeira. Três socos na boca do estômago de cara, pro delírio do público e, também, pra ganhar logo a parada. 
Coisa de gente grande que sabe direitinho o que está fazendo. Competência até dizer chega.

Com um set list enxuto e nervoso, a banda destilou riffs durante 2 horas num circo voador lotado. Eles tinham sim uma dívida com o Brasil e, creio que eles não sabiam responder, porque nao tinham vindo pra cá antes.

Falando ainda em competência, nenhum desavisado seria capaz de dizer que o STP esteve separado de 2003 a 2008, ano em que se reuniram para apresentações até lançar o último (e homônimo) álbum em 2010. A cozinha formada pelo preciso Eric Kretz (bateria) e pelo pilhadaço (e simpaticíssimo) baixista Robert DeLeo – que fez questão de mandar um belo Garota de Ipanema no bis - mais o incansável Dean DeLeo (parenteses para o Dean DeLeo). Ele não manda bem só na parte rítmica. Um dos cartazes que o público levantou durante o show foi recolhido por Weiland e dizia, em inglês: “não precisamos de outro herói da guitarra”, numa provocação a Slash. DeLeo expressou um carisma forte, em solos firmes e feitos por quem é do ramo. “Still Remains”, por exemplo, que se anuncia um possível mais do mesmo,  ganha uma viagem psicodélica no final de arrepiar. O início de “Intersate Love Song” é também modificado, com a cobertura vocal de Scott Weiland. 

Saldo pessoal: Alma lavada, voz total e irrecuperavelmente rouca durante dias. Feliz, muito feliz. E tinha ainda meus amigos por perto. Parceria total.

Posso dizer que já tive a sorte de assistir alguns grandes shows de rock ao vivo. Esse foi um dos melhores, juntamente com o PJ em 2005 e Faith no More em 2009.


Foi um honesto show de uma banda competente, segura de si e dona de hits excepcionais, que ainda teve o plus de saber se aproveitar disso direitinho.

S. Weiland, tal qual um jogador de futebol após marcar um gol, ao final do concerto, olhou para os céus e fez um sinal da cruz. Teria aquela alma encontrado paz? Better not.


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