terça-feira, 21 de setembro de 2010
Notas soltas
Há dias em que todas as estações se encontram.
Há dias em que não me lembro de ter nascido. Acho que a memória tem um memória depois dela.
Sempre brigo com os fatos para favorecer minha imaginação.
O amor não termina - esquece de começar. Deve ser por isso que procuro o que não tem lugar.
Li uma vez que, quando um copo quebra, por mais que se recolha os fragmentos, algo ficará piscando no chão no dia seguinte. Não se lava plenamente a memória, nem se consegue varrer plenamente o piso - não se isola a verdade!
Disse dia desses que uma relação terminou porque a queria conclusa - Diz que se esqueceu porque não se permite fiascos.
Dizer que não voltará a fazer é inútil. A delícia dos erros é justamente a reincidência.
Viver é mesmo se cortar. Não contar os riscos. Não há como amar sem dar tempo ao ódio; e o contrário também funciona - faça a prova!
Os pensamentos só surgem da ruína de uma lembrança. E os erros, onde os pontuo mesmo?
Ahh... o erro não existe, o que existe é o medo do erro.
Sigo fechando a melodia de uma vida que não para de se reinventar...mesmo sem direção, ela avisa para onde está indo todos os dias.
A beleza das notas é que elas vivem soltas.
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Miiiiiiiiiii senhor Marcelo... fica de cara!!!!!
ResponderExcluirhttp://www.youtube.com/watch?v=K913KVe3kH8
E olha só o que a doida varrida da Courtney Love inventou agora...
http://www.youtube.com/watch?v=9lXQYSpwBB0
Um abraço!