domingo, 26 de setembro de 2010

Robert Plant e o Rock n' Roll


Vamos falar um pouco do óbvio aqui:
Robert Plant continua brilhando e, seguindo o caminho do blues e das raízes da música norte-americana com “Band of Joy”. Apontado pelo próprio Plant como o principal motivo para recusas aos insistentes convites do guitarrista Jimmy Page para uma histórica reunião do Led Zeppelin, o álbum tinha tudo para ganhar a antipatia dos fãs da banda (díficil né?...), mas o que Plant  oferece neste novo trabalho é música de alta qualidade.

É claro que a potência e os agudos tão característicos de seus tempos de Zep não estão mais lá. Talvez, por isso mesmo, tenha reaprendido a cantar de outra forma, projetando sua voz com elegância entre bandolins, violões, dobros, pedal steel guitars, e acordeons. Parece que ele se coloca à serviço dos instrumentos ao longo das 12 faixas que compõe o disco.

Sem as referências do passado, Plant manda muito bem. O disco abre com “Angel dance”, faixa que nos convida a dançar ao som de uma percussão marcada por tambores e muita percussão. “Central two-o-nine”, única faixa assinada pelo cantor, em parceria com Buddy Miller, é acústica, básica. “Silver rider” é a mais longa dentre as canções — tem mais de seis minutos de duração — e traz guitarras reverberantes, além de um belíssimo dueto com a cantora Patty Griffin, que participa de sete canções. "You can't buy my love" remete aos primórdios do rock.

“Band of joy” pode não ser exatamente a resposta que Page estava esperando, mas é sem dúvida uma ótima justificativa para Plant manter a carreira à margem do célebre legado zeppeliniano

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