No início do filme já somos avisados que este não é um filme de amor. É um filme sobre o amor.
O diretor Marc Webb é conhecido pela produção de clipes (Green Day, Incubus), e acertou em cheio ao revigorar a forma de se narrar uma história “anti-romântica” moderna, usando canções e referências do mundo pop para melhorar a atmosfera e a versatilidade da trama, sem apelar para momentos óbvios ou clichês.
Sou fã deste gênero de filme, principalmente pela mistura de anos 1980 (The Clash, Smiths, Jesus and The Mary Chain, Pil, Joy Division) com músicas e bandas contemporâneas (The Temper Trap, Wolfmother, Spoon, Black Lips).
Existem musicas interessantes que sempre serão o toque final para determinados momentos. Quando conquistamos algo importante, quando estamos caminhando na rua e principalmente quando estamos “fall in love”... Parece que quando estamos vivendo esses belos momentos tudo se renova, tem forte intensidade, mais cores, coisa de pessoas apaixonadas mesmo. Mas quando termina? O que pode acontecer com esse brilho? Desaparecer? E quando a ilusão se torna realidade?
Qual seria a “música” melhor pra expressar o sofrimento de uma fossa? Existem várias, e é isso que Rob Gordon, no filme Alta Fidelidade, acusa ser o veículo soturno que atinge milhares e milhares de pessoas. Eu votaria na música do Led - Since i’ve been loving you; acho que Page e sua guitarra mostram muito bem a dor da fossa e da rejeição...
Outro ponto interessante deste filme é o roteiro (Scott Neustadter e Michael H. Weber). É muito observador no modo de ser de homens e mulheres "modernos". Interessante como, no mundo moderno, um filme como este seja tão correto em observar como os papéis masculinos e femininos estão mudando, e o que se espera de cada gênero.
Nessa análise, os paradigmas de Tom (Joseph Gordon-Levitt) são colocados em xeque e talvez os paradigmas dos que estão assistindo. Existe essa coisa de destino? Será possível acreditar no amor? Ou será que essa cultura pop, que nos rodeia a tanto tempo, está nos fazendo acreditar em um tipo de amor que não existe, não nesta realidade cheia de falhas? ...Eu escuto estas músicas e ainda acredito no Amor!
Nessa análise, os paradigmas de Tom (Joseph Gordon-Levitt) são colocados em xeque e talvez os paradigmas dos que estão assistindo. Existe essa coisa de destino? Será possível acreditar no amor? Ou será que essa cultura pop, que nos rodeia a tanto tempo, está nos fazendo acreditar em um tipo de amor que não existe, não nesta realidade cheia de falhas? ...Eu escuto estas músicas e ainda acredito no Amor!
Acho que muitas pessoas se identificaram com o filme sim, pois todo mundo já levou fora ou deu fora. Magoou sem intenção e também foi magoado...Outra reflexão do filme pode ser um alerta: “o problema sou eu ou ela?”.
Gostei desta conversa entre os personagens:
- Eu acordei um dia, e eu já sabia! (Summer)
- Sabia o quê? (Tom)
- Sabia o que eu nunca tive certeza com você... (Summer)

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